segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Anúncio - disponibilidade da Casa das Violetas, Setembro 2017





10 minutos de bicicleta do Grande Lago de Alqueva,
16.5km de Monsaraz, vila medieval,
12,5km de Reguengos de Monsaraz, cidade e sede concelho




2 Quartos (ximo 5 hóspedes)
2 Salas de duche (1 no quarto 'suite'),
2 Toilettes,
Sala com lareira,
Cozinha equipada,
Varanda e Jardim,
meio rural, passeatas de bicicleta, praia fluvial,
prova de vinhos e gastronomia tipica (ver guia Farm to Table)

Contactos 
e-mail: maria_ramalho at yahoo.com  
telefone: +32 497 465296


O que é a Casa das Violetas?

A Casa das Violetas procura dar a conhecer aos turistas que visitam esta região do Alentejo Norte (capital do distrito é Évora) uma aldeia rural típica e genuína, isto é, não orientada exclusivamente para o turismo. O Campinho é uma das aldeias ribeirinhas do Grande Lago de Alqueva e está inscrita no passado histórico do termo da vila medieval de Monsaraz.

O projeto de arrendamento da Casa das Violetas é um projeto de arrendamento ecológico, já que está associado às atividades do Monte das Cebolas (ver cebolasdocampinho.blogspot.be), exploração em agroecologia também explorada pelos mesmos proprietários. Por isso se chama a atenção dos hóspedes ao nível dos produtos usados para a higiene e asseios, assim como nos cuidados a ter para proteger as plantas e árvores do jardim.

O aluguer da Casa das Violetas compreende o uso da casa principal do imóvel situado na Travessa das Violetas numero 19 e das suas amenidades durante o período do aluguer. Salvo impedimento por trabalhos de renovação do jardim, está também incluído durante o período de aluguer o acesso à garagem, zona coberta em face da casa principal e ao espaço do jardim de acesso à garagem. Não está incluído no aluguer o acesso a todo o jardim nem à sua produção para consumo pessoal ou afins.

A Casa das Violetas tem 2 quartos (1 deles com cama de casal tipo ‘suite’ e o outro tem duas camas individuais), 2 salas de duche e toilete (com secador de cabelo), cozinha equipada (micro-ondas e forno a vapor, placa vitrocerâmica, maquina lavar loiça, frigorifico), salão equipado com lareira e equipamento de som High – Fidelity (Hi-Fi com Bluetooth), livros e jogos de sociedade.

A Casa pode alojar um máximo de 5 pessoas no máximo, mas uma delas deverá passar a noite no sofá-cama da sala. Uma cama para bébé com grades pode ser fornecida se desejado e sem custos extras, mas sem roupa de cama incluída.

A casa não tem acesso Wifi para oferecer ao turista a possibilidade de encontrar a gente da aldeia e os serviços dos comércios e serviços locais. Os cafés da praça e restaurante (a 5 minutos a pé) oferecem wifi gratuito e a aldeia tem um ‘cyberspace’).

Situação e atrativos para Turistas:

A casa das Violetas encontra-se a 12,5 km da cidade de Reguengos de Monsaraz, sede do concelho e onde se podem encontrar serviços de saúde, a polícia, vários bancos, lojas, restaurantes e supermercados. Se a viatura o permitir (pois parte do caminho é em terra batida, mas a paisagem é deslumbrante), a distância de Campinho a Monsaraz é de 16,5 km. O acesso, por via asfaltada, a Monsaraz faz-se passando por Reguengos de Monsaraz e seguindo depois a estrada de acesso à vila de Mourão.

A vila medieval de Monsaraz (data do foral d’el rei D. Afonso III é de 15 de Janeiro de 1276) e o grande lago de barragem do Alqueva (a uma distância de 5-10 minutos de bicicleta) são as grandes atrações turísticas nas proximidades da Casa das Violetas. 


Para os que amam a natureza, há vários pontos estratégicos de observação de aves migratórias (de Maio a Junho e de Setembro a Outubro), observação de insetos e de aves de rapina (ver abutres nas ruinas do castelo de Nodar, Barrancos). Na época baixa, a partir de Março e até fins de Maio, as caminhadas são um prazer na região pois nessa época a natureza oferece a mais bela palete de cores e aromas e uma paisagem ondulada de Montes (nome local para a casa de um agricultor numa quinta rural) e vales a (não) perder de vista.

Outras informações úteis:
 


em Outubro:
      Nascer do sol: 07 h 30
      Pôr-do-sol: 19 h 10
      Duração do dia: 11 h 39


 
      Emergência: ligar o 112 !









Até breve,
Maria Ramalho e Axel Gosseries


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Trabalhos de recuperação do ferro - Agosto 2017


A cama de ferro estava toda enferrujada e com a pintura bem descuidada. Mas o quarto dos miudos precisa de cabeceiras adornadas que prendam bem as almofadas. Que mal lhe fizeram as almofadas? Olha que curiosidade, nenhuma! E evidente. Então porque não se lixam e se pintam de branco para que a cabeceira transborde de sonhos inspiradores e bem divertidos. Já sei, pomos-lhe tambem o Jack-in-the-box a fazer piparotes e umas colchas bem rosa carmim!



Ė pá, isso vai decerto deliciar as princesas, duquesas e outras cortesãs, mas então e para os piratas dos mares do Sul? Certo que para eles há que pensar num outro desafio lá mais para a frente. Há que dar tempo ao tempo: Roma e Pavia não se fizeram num só dia.


Também já repararam no ferro de brasas? Era da Marianita. Daquela que tinha os olhos negros como o carvão? Ai sim, Marianita ai sim. Ai não, Marianita ai não! Ai sim, que o ferro se estava quase a partir, tanto a ferrugem o estava a morder. Agora bem restaurado e pintado, ai esta com o seu galo a cantar quase tao bem como os galos dos vizinhos (so que estes devem acabar em breve em Cabidela).  

(Nota da editora) Os ferros de brasas eram na epoca das nossas avos os ferros com que se passava a roupa da cama, toalhas e roupa de engomar. Punham-se as brasas ja um pouco apagadas la dentro, fechava-se a tampa e atencao a uma mao mais descuidada que deixasse queimar o pano que se lhe punha por baixo. Com o calor que tinham na sola, nao era preciso vapor, mas a roupa era bem borrifada de agua antes de se passar a ferro, pelo sim, pelo nao que as brasas ainda estivessem fortes.

A casa anima-se, já cheira a figos doces – Agosto 2017

Já lá vão uns meses que as obras de renovação terminaram. Já lá vão uns meses que acendemos o primeiro lume e celebrámos o novo ano. Já lá vão os dias frios de Janeiro (com o pintor ainda a dar as ultimas pinceladas) em que fomos acolhidos num interior bem aquecido pela lareira com uma açorda perfumada de coentros e ovos frescos.

Sucedem-se os meses de Primavera e os primeiros rebentos a florir nas arvores e arbustos. Pela Páscoa, a casa encheu-se de novo de gente e de objectos, cores e perfumes. Há que alojar sogros e amigos da Roménia que vêm de passagem por terras Mouras. Nao há camas para todos nas Violetas, mas ao menos aqueles que precisam de mais conforto ai encontrarão o seu paradouro. Os outros lá os esperam no Monte (ver cebolasdocampinho).


O primeiro quarto mobilou-se em ares de "suite" com sala de banhos adjunta. No ar ouve-se o canto das andorinhas, pardais e outros tais. A coruja vela pelo sono dos dormintes mas fecha os olhos desde que o Sol nasce. Ha um ninho para ela no sotao da garagem. As Violetas e uma casa para todos os bichos e bichos bem animados!






Que mais nos espera nestes fim de tarde quando o pôr-do-sol nos enamora? Há que criar os primeiros jogos de luz para embelezar este teatro natural e para grande prazer de miúdos e graúdos! Os sons da lida rural diminuem, as tarefas agrícolas param, as Ave-Marias já não soam, só restam as sombras e as recordações de um dia bem passado. E tempo de pensar no jantar e na musica para o serão que lhe sucede. Abram alas meus amores, de isto sei eu melhor que ninguém!

Impressoes do primeiro olhar - Dezembro 2016


Numa tarde soalheira de Março ou Abril, ao passar pela Travessa das Violetas vejo uma casa à venda com um telhado em muito mau estado. Páro e olho por cima do murete do jardim. Um poço, algumas laranjeiras, uma figueira, galinhas, um quintal meio abandonado, uma garagem a cair.


A luz é dourada neste final da tarde, os passarinhos chilreiam voando de ramo em ramo. A tarde cai, o sonho nasce, a ideia germina. Continuo em direção à casa da minha amiga.

Alguns meses mais tarde a visão da casa reaparece no meu pensamento. Será que foi vendida? Quanto poderá custar? Começo a pesquisar nas imobiliárias da região. O valor que se afixa no site parece-me justo mesmo que um pouco elevado. Telefono à minha amiga, partilho a ideia. Que desvario! Afinal a casa é de uma prima afastada desta e ainda não está vendida. Peço o número de telefone da proprietária e a negociação começa. Tal como noutros casos, a imobiliária acaba por não ser a mediadora do negócio…





Agora com as obras de renovação acabadas, a Casa das Violetas aparece com todo o seu charme. Ao poder habitar aquele espaço, o sonho altera-se e o namoro começa a saber a casamento e daqueles que são para toda a vida. O ar é puro, os sons da aldeia ritmados com o som das Ave-Marias na torre da Igreja, o autocarro que sai de manha e vem a noite com os estudantes e outros viajantes. A vida segue o ritmo do meio rural que a envolve e as estacoes do ano sucedem-se uma a outra pintando a casa por dentro e por fora de cores e de aromas. 

O meu “Julião-das-Flores”já esta atarefado a plantar arvores e arbustos. Eu peco-lhe para juntar violetas e rosas e flores de intenso perfume. Nem sempre e fácil escolher quais mas tem que se pensar que a água não abunda por estas partes e muito calor ou muito frio fazem-se sentir de maneira alternada. O recanto do poço esta já associado a um sistema de rega que permitira a que o que plantamos sobreviva nos meses de pouca chuva. Um pequeno tanque aí será implantado para refrescar vasos, cágados e ate os pezinhos gorduchos de anjos barrocos. A criançada vai adorar!